FILOSOFIA MEDIEVAL – Introdução:

By Acervo Filosófico

Por: Juliana Vannucchi

    A Filosofia Medieval foi um período da história da Filosofia ocidental que desenvolveu na Europa durante os séculos V-XV. Antes de fornecer alguns aspectos do pensamento filosófico propriamente dito, é importante mencionar que nesse período da história a Igreja Católica possuía grande poder e enorme influência sobre a sociedade europeia, e este fato é fundamental para compreensão das raízes e essências da Filosofia Medieval, pois pode-se entender que a produção filosófica dessa época era diretamente influenciada pelo Cristianismo. Os principais objetos de reflexão eram a fé e Deus, e houve uma tentativa intensa de conciliar fé e razão, embora, na realidade, a razão estivesse praticamente submetida à fé. Geralmente, há uma divisão histórica do conteúdo produzido pelos pensadores da Idade Média, no qual se sobressaem a Patrística e a Escolástica.

  De maneira geral, podemos dizer que os principais traços da filosofia medieval, são: a retomada do pensamento clássico grego (estudo, de  Sócrates e, especialmente de Platão); reflexões sobre Deus, que era o principal objeto de estudo (cuja existência tentava ser confirmada racionalmente) e, conforme já citado anteriormente, a tentativa de conciliar fé e razão. Outro tema bastante explorado por alguns pensadores foi o problema dos universais. Os filósofos que mais se destacaram na história da Filosofia Medieval, foram:

Agostinho – 354-430

Boécio – 480-524

Santo Anselmo – 1033-1109

Pedro Abelardo – 1079-1142

Tomás de Aquino – 1225-1274

Duns Scotus – 1256-1308

Guilherme de Ockham – 1288-1348

  Além dos nomes acima, alguns pensadores islâmicos também contribuíram por suas reflexões, obras, e também por retomar o estudo das obras aristotélicas no Ocidente. Os principais, foram: 

Abu Muslin – (700-755);

Al-Kindi –  (801-873)

Al-Farabi – (872-951)

Ibn Sina (Avicena) – (980-1037)

Al-Ghazali (1058-1111)

Ibn Rushd (Averróis) – (1126-1198)

Filosofia Patrística (I d.C. até VII d.C):

   Foi a filosofia produzida pelos próprios padres da Igreja. O destaque deste período foi Santo Agostinho, filósofo que até hoje é um dos principais nomes da Filosofia Medieval. Teve influências variadas, tais como as obras de Cícero (106-43 a.C), do Maniqueísmo, do Ceticismo e do Neoplatonismo. Os principais livros que escreveu foram Confissões e Cidade de Deus. 

Filosofia Escolástica (IX até XVI):

  O termo “escolástica” vem do latim “scholasticus” que, por sua vez, deriva do termo grego para “escola”. Assim sendo, os escolásticos eram homens ligados à centros de ensino dessa época. Uma característica marcante desses locais eram o trivium, uma matéria constituída pela gramática, retórica e dialética e o quadrivium, formado pela geometria, aritmética e astronomia, sendo que ambas estavam sempre contextualizada com a teologia. Outra marca dessa época da filosofia cristã, é a forte influência e o estudo das obras de Aristóteles. O principal expoente foi Santo Tomás de Aquino. 

 

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